16 de julho de 2026

Brasil diz que recusou exigências dos EUA e defende soberania em impasse comercial

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Por Redação com Agência Brasil

O governo brasileiro afirmou que não aceitou as condições impostas pelos Estados Unidos durante as negociações para evitar a adoção de novas tarifas sobre produtos nacionais. Em pronunciamento nesta quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que as propostas apresentadas pelos norte-americanos exigiam uma ampla abertura de setores da economia brasileira sem oferecer benefícios equivalentes ao Brasil.

Segundo o chanceler, a posição do governo foi pautada pela defesa da soberania nacional e dos interesses econômicos do país. Vieira também rebateu declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que atribuiu o impasse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o ministro, a postura brasileira refletiu apenas a disposição de preservar os interesses de empresas e trabalhadores diante de exigências consideradas excessivas.

O chefe do Itamaraty destacou que Brasil e Estados Unidos mantiveram dezenas de reuniões desde o início das negociações, incluindo encontros presenciais, virtuais e contatos telefônicos entre representantes dos dois governos. Apesar das tratativas, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, medida que o governo brasileiro considera injustificada.

Mauro Vieira afirmou ainda que as justificativas apresentadas por Washington não encontram respaldo nos dados comerciais. Ele citou que os Estados Unidos acumulam superávit na balança de bens e serviços com o Brasil nos últimos anos e defendeu que mecanismos como o Pix e as ações brasileiras de combate ao desmatamento não podem ser utilizados como fundamento para sanções comerciais. O governo brasileiro informou que continuará acompanhando o caso e buscando soluções por meio do diálogo diplomático.