10 de julho de 2026

Vitinho é encaminhado para Maceió após prisão e segue sob custódia da Polícia Civil

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Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, conhecido como “Vitinho”, foi transferido nesta sexta-feira (10) para a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas, em Maceió. O investigado teve a prisão cumprida durante uma audiência de instrução realizada no Fórum da Comarca de Taquarana, após permanecer foragido desde dezembro de 2024.

O jovem é investigado por crimes de estupro, agressões físicas e tentativa de feminicídio contra Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, em um caso registrado na zona rural de Coité do Nóia, no Agreste alagoano. Após a decisão judicial, ele foi levado para a capital, onde ficará à disposição da Justiça durante o andamento do processo.

Na chegada à Delegacia Geral, localizada no bairro Jacarecica, Vitinho desembarcou de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil. O investigado estava sem algemas e, ao ser abordado por jornalistas, optou por não comentar as acusações que pesam contra ele.

A prisão aconteceu dentro de uma operação realizada pela Polícia Civil, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do investigado, em Arapiraca. A ação teve como objetivo recolher materiais e reunir novas informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

Além da investigação sobre as agressões contra Maria Daniela, a polícia também apura se pessoas próximas ao suspeito ofereceram algum tipo de apoio para que ele permanecesse escondido durante o período em que era procurado. A intenção é identificar possíveis envolvidos e entender como funcionava essa suposta rede de auxílio.

O caso ocorreu no dia 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar realizada em uma chácara na zona rural de Coité do Nóia. Segundo a investigação, Maria Daniela teria sido dopada e sofreu graves agressões, incluindo violência sexual e uma tentativa de feminicídio por asfixia.

Após o episódio, a jovem permaneceu cinco dias em coma e passou a conviver com sequelas neurológicas permanentes. Exames toxicológicos realizados durante a investigação apontaram a presença de medicamentos com efeito sedativo no organismo da vítima, que continua em tratamento e acompanhamento médico.

POR REDAÇÃO