10 de junho de 2026

Nova mistura de combustíveis está em análise pelo governo

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Por Redação com Agência Brasil

O governo federal avalia uma mudança na composição da gasolina vendida no Brasil que poderá ampliar a participação do etanol no combustível. A proposta, que será analisada pelos órgãos responsáveis pela política energética nacional, faz parte de uma estratégia voltada à ampliação do uso de fontes renováveis e à redução da dependência de combustíveis importados.

A medida prevê o aumento do percentual de etanol anidro misturado à gasolina, reforçando a política de incentivo aos biocombustíveis. A expectativa é que a iniciativa contribua para fortalecer a produção nacional, reduzir a necessidade de importações e ampliar a segurança energética do país.

Outro ponto destacado pelo setor é o possível impacto positivo para os consumidores. Como o etanol costuma apresentar custo inferior ao da gasolina, a ampliação da mistura pode ajudar a amenizar os efeitos das oscilações do mercado internacional de petróleo sobre os preços praticados nos postos.

A proposta também é vista como um estímulo à cadeia produtiva da bioenergia. O aumento da demanda pelo combustível renovável poderá impulsionar investimentos, ampliar a produção agrícola e industrial e gerar novas oportunidades de emprego em regiões ligadas ao setor sucroenergético.

Além dos benefícios econômicos, a mudança está alinhada às metas de sustentabilidade adotadas pelo país. Considerado um combustível de menor impacto ambiental, o etanol contribui para a redução da emissão de gases poluentes e para o avanço das políticas de descarbonização da matriz de transportes.

Representantes do setor afirmam que estudos técnicos realizados nos últimos anos apontam a viabilidade da ampliação da mistura sem comprometer o desempenho dos veículos. A avaliação final, no entanto, dependerá da análise dos órgãos competentes, que deverão considerar aspectos técnicos, econômicos e ambientais antes de uma decisão definitiva.

Se aprovada, a medida poderá representar mais um avanço na política energética brasileira, fortalecendo a participação dos combustíveis renováveis e ampliando a utilização de uma fonte produzida em larga escala no país.