Jovem com sequelas neurológicas após estupro comparece em cadeira de rodas à audiência; suspeito continua foragido
Por Redação / Foto: Divulgação
Imagens que circularam nesta semana mostram Maria Daniela Ferreira Alves chegando à Justiça de Alagoas em uma cadeira de rodas para participar de uma audiência de instrução. Visivelmente debilitada, a jovem foi conduzida por familiares até o local do ato judicial, em uma cena que evidencia as graves sequelas físicas e neurológicas deixadas pela violência sofrida meses atrás.
O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2024, em uma chácara localizada na zona rural de Coité do Nóia, no Agreste alagoano. Conforme denúncia do Ministério Público de Alagoas, Maria Daniela, então com 19 anos, teria sido dopada durante uma confraternização e, em seguida, vítima de estupro e tentativa de feminicídio por asfixia. Exames toxicológicos confirmaram a presença de substâncias sedativas em seu organismo. A jovem permaneceu em coma por cinco dias e, desde então, passou a enfrentar sérias limitações motoras, necessitando de ajuda para atividades básicas e locomoção.
O vídeo que circula nas redes registra o momento em que a vítima chega para a audiência destinada à oitiva de testemunhas, etapa que integra a fase de instrução do processo. Além das testemunhas, o pai da jovem também prestou depoimento, contribuindo para a formação do conjunto probatório que embasa a ação penal.
O acusado, Victor Bruno, não compareceu ao ato judicial e continua foragido. Com o encerramento dessa fase, o processo deve avançar para eventuais diligências complementares e, posteriormente, para as alegações finais, antes da sentença.
A divulgação das imagens causou forte comoção e repercussão pública, trazendo novamente à tona a gravidade do caso e as consequências permanentes da violência sexual. O episódio evidencia não apenas a brutalidade do crime, mas também o impacto irreversível na vida da vítima, que segue em tratamento e reabilitação, enfrentando limitações severas decorrentes das agressões sofridas.
