6 de março de 2026

Concurso Público é Suspenso após Suspeita de Fraude em Vários Estados

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Por Redação/ Fonte: G1 /Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) suspendeu o resultado de um concurso público divulgado nesta semana, após a Polícia Federal deflagrar uma operação para desarticular uma quadrilha suspeita de fraudar exames em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Entre os investigados está uma advogada de 31 anos, aprovada no concurso, que é alvo do inquérito conduzido pela PF da Paraíba. As investigações apontam que ela é suspeita de envolvimento em 14 fraudes em concursos públicos ao longo dos últimos 11 anos, incluindo três ocorrências registradas em 2022. Outro candidato pernambucano também é investigado, suspeito de fraudar mais de 67 certames, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU) do ano passado.

O concurso, com edital publicado em 30 de maio, contemplava dez cargos de nível superior, com provas aplicadas nos dias 31 de agosto e 7 de setembro. A lista de aprovados havia sido divulgada no dia 6 de outubro, com a advogada em quinto lugar para o cargo de Auditora de Controle Externo em Tecnologia da Informação, obtendo 67 pontos na prova objetiva.

Segundo as investigações, a quadrilha atuava contratando pessoas com “conhecimentos avançados” para resolver questões de provas e repassar os gabaritos aos candidatos. A suspeita acumulou nomeações em diversos órgãos ao longo dos anos, como Ministério Público de Pernambuco, prefeituras do Recife e Campina Grande, Instituto Federal de Pernambuco e Universidade Federal de Pernambuco, onde chegou a ser aprovada no curso de Medicina.

Em nota, o TCE-PE e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca responsável pelo concurso, informaram que o cronograma permanecerá suspenso até que todos os fatos sejam esclarecidos. O comunicado destacou que serão tomadas todas as medidas necessárias junto às autoridades policiais e judiciárias para proteger a integridade do certame.

“O TCE-PE, como instituição de controle externo, será intransigente na defesa da lei, da meritocracia e do interesse público, adotando todas as medidas jurídicas cabíveis diante do caso”, afirmou a nota.