6 de março de 2026

MPAL cobra CIGRES e alerta sobre riscos ambientais

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Por Redação/ Fonte: Assessoria / Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) voltou a reforçar a importância de responsabilidade ambiental na gestão do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos (CIGRES) durante reunião realizada na quarta-feira (8), em Olivença. O consórcio é responsável pelo aterro sanitário que atende 17 municípios do Médio Sertão, mas a atuação da atual gestão, presidida pelo prefeito Josimar Dionísio, tem sido questionada quanto à eficiência e cumprimento das normas ambientais.

O promotor de Justiça Alberto Fonseca afirmou que é fundamental que o consórcio avance sem ignorar o passivo ambiental existente e que todas as medidas previstas no Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) sejam cumpridas. Ele alertou ainda que retrocessos, como o retorno a lixões a céu aberto, seriam prejudiciais para a região e para o Estado como um todo. Técnicos e gestores reforçaram a necessidade de planejamento, transparência e ações concretas na operação do aterro.

A promotora Lavínia Fragoso destacou que o MP continuará acompanhando de perto a gestão do CIGRES. Durante o encontro, também foi apresentada uma proposta para transformar resíduos em energia, o que poderia ampliar a vida útil do aterro e reduzir custos. Especialistas ressaltaram, entretanto, que sem profissionalização e gestão transparente, qualquer projeto corre risco de não sair do papel, tornando essencial que a presidência do consórcio demonstre resultados concretos.