6 de março de 2026

Suspeito de ameaças ao youtuber Felca é preso em Pernambuco

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (25), em Pernambuco, um homem suspeito de enviar ameaças contra o youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca. A prisão foi realizada após uma decisão judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que autorizou a quebra do sigilo de dados de um e-mail utilizado para as ameaças.

Felca se tornou alvo de ameaças de morte e acusações falsas de pedofilia depois de publicar um vídeo sobre a “adultização” nas redes sociais. O conteúdo aborda a exposição inadequada de crianças e adolescentes na internet, denunciando influenciadores que exploram essa situação. Diante das ameaças, o youtuber passou a adotar medidas de segurança, como andar em carro blindado e contar com a proteção de seguranças.

A prisão aconteceu na casa do suspeito, em Olinda, onde ele foi encontrado com o computador aberto na tela da plataforma de Segurança Pública do Estado de Pernambuco, fato que será investigado por meio de perícia. Além do homem detido, outro indivíduo está sendo investigado por possível invasão de dispositivos eletrônicos, conforme previsto no artigo 154-A do Código Penal.

Felca contou em entrevista ao podcast PodDelas que levou cerca de um ano para produzir o vídeo, buscando embasamento em uma psicóloga especializada em infância. O youtuber destacou a dificuldade de trabalhar com um tema tão delicado, mas ressaltou a importância de denunciar essas situações. O vídeo tem cerca de 50 minutos e apresenta denúncias sobre o uso indevido da imagem de crianças nas redes sociais, além de explicar como o algoritmo das plataformas pode favorecer esse tipo de conteúdo.

Em sua decisão, a juíza responsável pelo caso alertou para os riscos da exposição excessiva de crianças nas redes sociais, apontando que imagens publicadas por pais e responsáveis podem facilitar o acesso de criminosos. Ela destacou ainda que a imagem dos filhos pertence às próprias crianças, e não aos pais, ressaltando a importância de proteger os direitos dos menores no ambiente digital.

POR REDAÇÃO COM ASSESSORIA