4 de agosto de 2026

Tenente da reserva e comparsas recebem mais de 59 anos de prisão

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POR REDAÇÃO

O Tribunal do Júri de Maceió condenou, nesta segunda-feira (3), o tenente da reserva remunerada da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), José Gilberto Cavalcante de Góes, o sobrinho dele, Gilson Cavalcante Góes Júnior, e Wagner Luiz das Neves Silva pelo assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante. As penas aplicadas aos três condenados somam 59 anos, três meses e 12 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.

A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Nobre após o Conselho de Sentença considerar procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL). Os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe e com recurso que impossibilitou qualquer reação da vítima.

José Gilberto, apontado pela investigação como o mentor do crime, foi condenado a 23 anos e um dia de reclusão. Wagner Luiz das Neves Silva recebeu a mesma pena. Já Gilson Cavalcante Góes Júnior foi sentenciado a 13 anos, três meses e 10 dias de prisão, por ter participação considerada de menor importância na execução do homicídio.

Conforme as investigações, Luciano de Albuquerque Cavalcante foi monitorado pelos acusados até chegar a uma oficina mecânica, onde foi surpreendido por disparos de arma de fogo no momento em que entrava em sua caminhonete.

Durante a apuração, a Polícia reuniu imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, exames de confronto genético realizados em um boné encontrado no local do crime e registros de monitoramento do veículo utilizado na fuga dos envolvidos.

Segundo o Ministério Público, o assassinato teve como motivação uma disputa envolvendo um terreno avaliado em cerca de R$ 1 milhão, localizado no bairro Forene, em Rio Largo. A acusação sustenta que a vítima se recusou a efetuar pagamentos exigidos para a regularização do imóvel, fato que teria motivado o planejamento do homicídio.

Na sentença, o magistrado ressaltou as consequências da morte para a família da vítima. Luciano deixou 12 filhos, quatro deles menores de idade, e a empresa que mantinha encerrou as atividades após o crime, agravando a situação financeira dos familiares.