Girau do Ponciano reúne o melhor da cultura junina no 23º Circuito Alagoano de Quadrilhas, na etapa Agreste e Sertão
Realizada pela Prefeitura, cobertura da competição se consagrou como uma das melhores durante os quatro dias de evento
Por: Erika Messias – Assessoria de Comunicação
Entre os dias 14 e 17 de junho, Girau do Ponciano vivenciou a alegria e o nervosismo contagiante dos quadrilheiros durante o XXIII Circuito Alagoano de Quadrilhas, organizado pela Prefeitura, em parceria com a Liga de Quadrilhas Juninas de Alagoas (LIQAL). As noites de competição reuniram equipes das regiões Agreste e Sertão, com muita garra, dança e tradição cultural presentes entre os brincantes.
A etapa Girau, pelo segundo ano consecutivo, levou familiares, torcedores e mais de 20 juninas para o tablado multicolorido do Ginásio Djalma Nunes dos Santos e reacendeu o brilho festivo que apenas o Vila Forró pode oferecer.
Conforme a programação, as quadrilhas trouxeram temas diferenciados, reafirmando a representatividade nordestina em cada canto, dança, encenação e traje típico.
O primeiro dia do concurso, realizado no domingo (14), contou com as equipes do grupo especial: Junina Canarraiá, com o enredo “Os Sertões: entre a fé e a coragem”; Chapéu de Couro, embalando a torcida com “O Menino que Virou Chapéu”; Girassol, relembrando a luta do trabalhador na temática “Cangaia: o fardo que o nordestino carrega”; Gonzagão, prestigiando a arte das destaladeiras de fumo; Mulher Rendeira, destacando a presença do afeto em “Nazarena: o amor que venceu o mundo”; Luar do Campo, com a cantiga “São João, São João, acende a fogueira do meu coração”; Lula do Baião, com a dramaturgia de “Lisbela e o Prisioneiro: um romance de cinema”; e Tradição Junina, revelando os mistérios de “Herança”.
No segundo dia de competição, o ginásio vibrou com as apresentações da Junina Saia de Renda, na irreverência de “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”; Vale do Mandacaru, com “Sonhos de um Mandacaru”; Rosas de Ouro, com “A Fé dos Romeiros Nordestinos”; além da Junina Dona Ciça, trazendo a reflexão proposta pelo tema “Imperfeito: a beleza que nasce da coragem do ser inteiro”.
Já o terceiro dia foi comandado por enredos sobre a esperança sertaneja, entoados pelas quadrilhas Junina Baluar, com “Fé e Romaria: dois caminhos e um destino”; Fulô de Mandacaru, evidenciando a cultura do milho com “O Ouro do Nordeste”; Girassol de Inhapi, vestindo as cores de “Florescer: esperança que arde, sertão que vive”; e Luar da Vila, com “Pedra e Areia”.
“Nossa contribuição com a cultura junina é considerada uma responsabilidade de perpetuar o melhor do povo nordestino e relembrar aos mais jovens como é importante cultivar nossas raízes. A Prefeitura, em parceria com a Liga de Quadrilhas de Alagoas, mantém o compromisso de levar a tradição, seja para as equipes que estão competindo ou para as famílias que decidiram acompanhar o circuito de perto. Vamos continuar reacendendo a fogueira, gerando oportunidades para os jovens quadrilheiros e abrindo as portas da nossa cidade para quem ama o São João. Essa é a essência da época”, declara o secretário de Cultura e Turismo, Marcelo Braga.
O último ato do espetáculo junino revelou o quanto o forró e a crença nos santos católicos podem iluminar a festa e fazer o público admirar todo o conjunto popular que o circuito representa. A quadrilha Pisoteio homenageou a dança apresentando “Forró Bom é o das Antigas”; a Florescer Junina brilhou com “Eclipse no São João, onde o amor ousa existir”; a Chapéu de Palha trouxe o arrasta-pé de “Cidade Lumiar: o São João não pode acabar”; e, para encerrar com fantasia, embate histórico e reza, a Estrela do Mac apresentou “Heróis do Sertão”.
Girau planejou o melhor para a apresentação das quadrilhas e transmitiu todo o circuito ao vivo para quem não conseguiu estar presente na torcida. O município, que já se tornou referência durante o campeonato, realizou a cobertura completa e recepcionou competidores de Arapiraca, cidade com o maior número de quadrilhas inscritas, com sete equipes, além de Campo Alegre, Coité do Nóia, Delmiro Gouveia, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Penedo, Traipu, Piaçabuçu, Inhapi e Canapi.
Para o prefeito Bebeto Barros, sediar mais uma vez o concurso é sinônimo de competência e crescimento. Nos dias de competição, o município acelera a economia dos empreendedores, movimentando o setor alimentício e ampliando o consumo da população e dos visitantes. O gestor acredita que, dessa forma, Girau ganha visibilidade cultural e econômica, além de demonstrar seu potencial para realizar eventos de diversos segmentos.
“É uma satisfação trazer o Circuito Alagoano de Quadrilhas pela segunda vez e transformar Girau do Ponciano no ponto cultural do Agreste e Sertão. Recebemos mais de 20 equipes de pelo menos 12 cidades diferentes, e isso fortalece o desenvolvimento financeiro dos empreendedores locais, além de gerar uma alta demanda no turismo do município. Estamos felizes em manter a cultura, mas também agradecidos pela movimentação econômica, pois assim somos capazes de gerar mais empregabilidade, renda e visibilidade para nossa cidade. O Vila Forró Girau já é uma tradição, e vamos continuar reforçando o compromisso com nossa gente e com as futuras gerações, que devem perpetuar as festividades juninas”, declara Bebeto Barros.
A competição se estende até o dia 27 de junho, com as decisões finais da etapa regional das categorias de acesso e grupo especial. Girau realizou a primeira parte do evento, e as demais apresentações acontecem em Coité do Nóia e Delmiro Gouveia. A quadrilha vencedora do grupo especial seguirá para a final estadual e representará Alagoas no circuito nacional.



