13 de maio de 2026

Operação “Ninho de Falcão” revela papel de Alagoas em rota de tráfico de animais silvestres

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Por Redação /Foto: Divulgação

A Operação “Ninho de Falcão”, deflagrada nesta terça-feira (12), revelou que Alagoas integra uma rota estratégica utilizada por uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de animais silvestres.

De acordo com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o estado é utilizado tanto como área de passagem quanto como ponto de destino para o transporte e comercialização ilegal de aves capturadas em outras regiões do Nordeste.

A ação é resultado de uma força-tarefa entre os Ministérios Públicos de Alagoas, Bahia e Pernambuco, com cumprimento de mandados nos municípios de Jaboatão dos Guararapes (PE) e Medeiros Neto (BA). Durante a operação na Bahia, foram resgatados 373 pássaros silvestres e dois suspeitos acabaram presos em flagrante.

As investigações começaram há cerca de um ano, após a prisão de um traficante em Alagoas, o que permitiu a identificação de uma rede criminosa estruturada com divisão de funções entre os estados. Segundo os levantamentos, a captura dos animais ocorria principalmente na Bahia, enquanto a receptação acontecia em Pernambuco, com passagem recorrente pelo território alagoano.

O promotor de Justiça Kléber Valadares, do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL, destacou a importância da identificação da rota no estado e reforçou os impactos ambientais da prática criminosa, que afeta o equilíbrio ecológico das espécies.

Em Alagoas, o procedimento segue em tramitação na 17ª Vara Criminal. As espécies mais visadas pelo grupo incluem azulões, cardeais e canários-da-terra, que eram capturados e comercializados ilegalmente.

A operação contou ainda com apoio das polícias militares dos estados envolvidos e segue diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no combate ao tráfico de fauna silvestre.