Família vai à Justiça para impedir alta de idosa internada em estado delicado em hospital de Maceió
Parentes denunciam riscos na transferência para home care e apontam falhas na assistência médica durante internação
por Redação / Foto: Divulgação
A internação de uma idosa de 76 anos em um hospital particular de Maceió se tornou alvo de uma disputa judicial após familiares contestarem a tentativa de transferência da paciente para atendimento domiciliar. A família afirma que a mulher permanece em estado delicado de saúde e não teria condições clínicas seguras para deixar a unidade hospitalar.
Segundo os parentes, a paciente segue dependente de oxigênio, apresenta limitações severas de mobilidade e ainda necessita de acompanhamento médico contínuo. As filhas alegam que a estrutura da residência não comporta os cuidados exigidos pelo quadro clínico da mãe e temem um agravamento sem suporte emergencial adequado.
Familiares também denunciam supostas falhas na assistência prestada durante a internação. Entre os relatos apresentados estão dificuldades para realização de exames, queixas relacionadas ao funcionamento de equipamentos de monitoramento e redução da assistência diária à paciente.
Áudios obtidos pela reportagem mostram familiares cobrando providências sobre aparelhos que apresentariam falhas frequentes. Em um dos relatos, uma acompanhante afirma que o monitor utilizado pela idosa não funcionava corretamente e que o problema teria sido reconhecido por profissionais da unidade.
Diante da situação, a família acionou a Justiça para impedir a chamada desospitalização. O advogado responsável pelo caso informou que conseguiu uma liminar determinando a manutenção da internação até nova avaliação médica. Segundo ele, a preocupação principal é evitar que a paciente receba alta sem condições adequadas de segurança.
Documentos anexados ao processo apontam que a assistência médica teria alegado limitações de cobertura previstas em contrato. Em sua defesa, a empresa sustenta que atua como administradora de benefícios assistenciais, e não como operadora convencional de plano de saúde.
Já representantes ligados ao hospital e ao serviço contratado afirmam que a transferência para home care teria como objetivo proporcionar mais conforto e cuidados paliativos à paciente, incluindo fornecimento de oxigênio, monitoramento e visitas médicas em casa.
Apesar disso, os familiares contestam a condução do processo e negam ter autorizado a alta hospitalar. Eles também afirmam que pretendem levar o caso à Delegacia do Idoso e ao Ministério Público para apuração das denúncias apresentadas.
O caso segue sendo acompanhado judicialmente. Até o fechamento desta reportagem, a paciente permanecia internada enquanto a família aguardava novas definições sobre exames médicos e a continuidade do tratamento hospitalar.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação do hospital e da assistência médica citados na matéria.
