7 de março de 2026

Promotor diz que Babal Guimarães não tem condições de viver em sociedade após novo caso de agressão

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Por Redação / Foto: Divulgação

O influenciador digital Babal Guimarães teve a prisão mantida nesta quarta-feira (10) após ser flagrado agredindo a namorada, a também influenciadora Karla Lessa. O caso é acompanhado pela 51ª Promotoria de Justiça da Capital, e, segundo o promotor Wesley Fernandes, a conduta reiterada do investigado demonstra que ele não apresenta condições de convivência em liberdade neste momento.

De acordo com o Ministério Público, este é o terceiro episódio de violência contra mulher envolvendo o influenciador. A agressão mais recente ocorreu no dia 28 de novembro e foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram Babal puxando o cabelo da vítima, empurrando-a contra a parede e arremessando um objeto durante uma discussão. O material foi anexado aos autos e serviu de base para as medidas judiciais adotadas.

O promotor ressaltou que os dois casos anteriores já resultaram em sentenças condenatórias, sendo que um deles integra a execução penal em andamento. Babal cumpria pena em regime aberto por um crime cometido contra a ex-esposa, em 2019, no município de Penedo, no interior de Alagoas, quando voltou a se envolver em novo episódio de violência doméstica.

Diante do flagrante, a Justiça determinou a regressão cautelar do regime de cumprimento da pena. Na decisão, o juiz destacou que o influenciador descumpriu as condições impostas para permanecer em regime mais brando, o que tornou inviável a continuidade nesse formato. Conforme o processo, ele havia sido advertido de que qualquer nova irregularidade resultaria automaticamente na regressão.

Para o Ministério Público, a reincidência evidencia desrespeito às decisões judiciais e uma postura de total indiferença em relação à condição das vítimas. O órgão entende que a medida busca interromper a repetição dos atos de violência e garantir a proteção da mulher envolvida. A expectativa, segundo a Promotoria, é que somente após um processo efetivo de responsabilização e ressocialização seja possível evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.