6 de março de 2026

Glauber Braga denuncia censura na Câmara após ser retirado à força do plenário durante protesto

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Por Redação com Metrópoles/ Foto: Reprodução

O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) afirmou que nunca havia presenciado o corte da transmissão da TV Câmara para impedir que a população acompanhasse os acontecimentos no plenário. A declaração foi feita após o parlamentar ser retirado à força do local, durante um protesto contra o avanço do processo que pode resultar na cassação de seu mandato.

A manifestação ocorreu horas depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que o pedido de cassação será submetido à votação. Em ato de protesto, Glauber ocupou a cadeira da Presidência da Casa, o que motivou a intervenção da Polícia Legislativa, acionada por determinação do comando da Câmara.

Em conversa com a imprensa, o deputado comparou o tratamento que recebeu ao adotado em episódios anteriores envolvendo parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que chegaram a ocupar a Mesa Diretora em protesto sem sofrer medidas semelhantes. Segundo ele, naquela ocasião não houve interrupção da transmissão oficial nem retirada forçada dos envolvidos.

Glauber Braga é alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar em razão de um episódio ocorrido em 2024, quando expulsou fisicamente um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) das dependências da Câmara. O parlamentar sustenta que a iniciativa para cassar seu mandato tem motivação política.

Ele afirma que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atua nos bastidores como principal articulador do processo, em resposta às críticas públicas que Glauber fez à sua condução da Casa. Para o deputado do PSol, o caso extrapola a discussão sobre o mandato individual e levanta questionamentos sobre o funcionamento democrático do Parlamento.

Ao comentar o episódio, Glauber disse que não teve tempo de preparar um discurso diante da situação. Segundo ele, sua mobilização não se limita à defesa do próprio mandato, mas busca alertar para o risco de enfraquecimento das garantias democráticas dentro do Legislativo federal.