Historiador Zezito Guedes morre aos 89 anos e deixa legado para a cultura de Arapiraca
Por Redação / Foto: Divulgação
Morreu na manhã desta segunda-feira (8) o historiador e pesquisador da cultura popular José Gomes Pereira, conhecido como Zezito Guedes, aos 89 anos. Considerado uma das maiores referências na preservação da memória de Arapiraca, ele dedicou toda a vida ao estudo das tradições, personagens e acontecimentos que moldaram a cidade e o Agreste alagoano.
Escultor autodidata, folclorista, poeta e escritor, Zezito foi um dos fundadores da Academia Arapiraquense de Letras e Artes (Acala). Seu trabalho ultrapassou fronteiras: realizou exposições em diversos estados brasileiros e também em cidades da Itália, levando a arte e a cultura popular arapiraquense para além do país.
Embora tenha nascido na Paraíba, mudou-se ainda criança para Arapiraca, onde criou raízes e estruturou sua produção intelectual. Publicou obras que se tornaram referência para pesquisadores, entre elas “Cantigas das Destaladeiras de Fumo”, “A Feira de Arapiraca”, “Folclore da Seca”, “Tabira e Outras Manifestações Populares” e “Arapiraca Através do Tempo”, editadas por instituições como a Fundação Joaquim Nabuco e a Edufal.
O reconhecimento de sua contribuição levou à criação do Museu Zezito Guedes, inaugurado pela Prefeitura de Arapiraca em 2009. Instalado na Praça Luiz Pereira Lima, o espaço preserva esculturas, documentos, fotografias, peças folclóricas e objetos pessoais que ajudam a contar a história da cidade e de seu desenvolvimento.
Nascido em 1936, Zezito Guedes deixa uma obra fundamental para a compreensão da identidade cultural arapiraquense. Sua trajetória permanece como referência e fonte de conhecimento para pesquisadores, estudantes e admiradores da cultura popular.
