6 de março de 2026

Orla da Pajuçara recebe Festa das Águas em homenagem a Iemanjá nesta segunda-feira (8)

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Por Redação / Foto: Divulgação

A orla da Pajuçara volta a se transformar em palco de fé, cultura e celebração nesta segunda-feira (8), quando Maceió realiza mais uma edição da Festa das Águas. O evento, promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), começa às 14h e reúne grupos tradicionais que exaltam a força das matrizes africanas e a devoção à Iemanjá, a Rainha do Mar.

A concentração ocorre no campo da Pajuçara, próximo à Roda Gigante, onde diferentes expressões culturais se apresentam ao longo da tarde. Entre elas, o Afoxé Ofá Omim, o Samba de Roda K’Posu Betá, a cantora Naná Martins ao lado do grupo Inaê, além do Coletivo Afro Caeté e da Orquestra de Tambores de Alagoas. Os cortejos, os toques de tambor e os cânticos tradicionais conduzem o público a um dos momentos mais simbólicos do calendário cultural da capital. O xirê do Ilê Axé Legionirê Nitó Xoroquê também integra a programação.

O encerramento fica por conta do Afoxé Filhos de Gandhy, que se apresenta pela primeira vez em Maceió. Ícone nacional da cultura afro-brasileira, o grupo garante um final de tarde marcado por acolhimento, espiritualidade e reverência às tradições do povo de axé.

Além da programação cultural, o dia 8 de dezembro é tradicionalmente tomado por rituais, oferendas e homenagens à Iemanjá, que reúnem terreiros de várias regiões do estado. A orla se transforma em um grande espaço de devoção, reunindo fiéis, turistas e comunidades que cultivam a ancestralidade africana.

Para o presidente da FMAC, Myriel Neto, o evento reforça o compromisso da cidade com a valorização de suas raízes.
“A Festa das Águas é um momento de celebração do nosso povo e da cultura afro que constrói Maceió diariamente. Homenagear Iemanjá é reconhecer nossa história, nossa diversidade e a força das tradições que moldam a cidade”, afirma.

A Festa das Águas consolida o encontro entre fé, cultura popular e resistência, celebrando a energia das águas e a presença viva da ancestralidade afro-brasileira na capital alagoana.