5 de março de 2026

Câmara pede prisão de governador após operação que matou 132 no RJ

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Por Redação com Metrópoles

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para analisar a prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do estado, realizada na segunda-feira (28/10).

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, a ação deixou 132 mortos, incluindo quatro policiais, dois militares e dois civis. O episódio gerou críticas de parlamentares, organizações de direitos humanos e da sociedade civil, que questionam o uso excessivo da força durante a operação.

O documento foi assinado pelo presidente da comissão, deputado Reimont (PT-RJ), e por outros oito integrantes: Talíria Petrone (PSOL-RJ), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Tadeu Veneri (PT-PR), Luiz Couto (PT-PB), Glauber Braga (PSOL-RJ), Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Reimont classificou a operação como um “crime do governador”, lembrando que este não seria o primeiro caso de violência extrema sob seu governo, citando sete chacinas em seis anos. “Não podemos aceitar que o Estado, que deveria proteger a população, seja responsável por tantas mortes”, afirmou.

Para apurar os fatos, a comissão realizará, nesta quinta-feira (30/10), uma visita ao local da operação, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, deve acompanhar a comitiva.

A PGR agora vai analisar o caso e decidir se há fundamentos para medidas legais contra o governador, enquanto cresce a pressão por esclarecimentos sobre os procedimentos adotados na operação.