UFAL investiga suspeita de fraude em cotas no curso de Medicina
Por Redação / Foto: Divulgação
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades no uso do sistema de cotas do curso de Medicina, em Maceió. O caso veio à tona após uma denúncia formal encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), que passou a atuar em conjunto com a instituição na apuração dos fatos.
De acordo com a denúncia, dois estudantes teriam se matriculado de forma indevida nas vagas destinadas a candidatos de baixa renda e pessoas com deficiência. Um dos casos envolve uma servidora concursada em Pernambuco, com salário de aproximadamente R$ 5.500, e o outro, um policial civil que receberia cerca de R$ 11 mil mensais — valores superiores ao limite de renda permitido, que é de até um salário mínimo per capita.
Em nota, a UFAL confirmou que as investigações estão em andamento e reforçou seu compromisso com a transparência e o cumprimento das normas que regem as políticas de cotas. A universidade destacou ainda que as comprovações de renda são feitas por meio do CadÚnico e de outros documentos exigidos em edital.
O caso foi protocolado no sistema Fala BR e levou à abertura de um processo administrativo interno para apuração das possíveis fraudes. Enquanto isso, estudantes que aguardam na lista de espera demonstram preocupação com a lentidão da análise, temendo perder as vagas. O MPF informou que o procedimento segue em fase de apuração e que não haverá manifestação pública até a conclusão das investigações
