7 de março de 2026

Fiscalização apreende leite e queijo impróprios em Alagoas e evita risco à saúde pública

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POR RAFAELA TENÓRIO

Durante a 15ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, as equipes de fiscalização apreenderam 368 litros de leite e cerca de 40 quilos de queijo muçarela considerados impróprios para consumo humano. Os produtos foram encontrados em laticínios irregulares nos municípios de Pão de Açúcar e Jacaré dos Homens, no sertão alagoano, representando uma grave ameaça à saúde da população.

Em Pão de Açúcar, a equipe da FPI interditou um laticínio que fracionava leite sem autorização, comercializando produtos com embalagens e rótulos irregulares e sem registro nos órgãos de defesa agropecuária. Já em Jacaré dos Homens, um laticínio clandestino produzia queijo muçarela em condições sanitárias precárias e sem qualquer registro oficial. Todos os alimentos apreendidos foram destruídos no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Delmiro Gouveia, evitando que chegassem ao consumidor.

Além das irregularidades nos alimentos, os agentes da fiscalização encontraram uma espingarda calibre 12 sem documentação legal em posse do responsável pelo estabelecimento clandestino. A arma foi apreendida e o caso encaminhado à Polícia Civil para as providências cabíveis.

Riscos à saúde e danos ambientais

O consumo de leite cru e seus derivados, como queijos produzidos sem pasteurização, pode causar diversas doenças transmitidas por alimentos (DTAs), incluindo salmonelose, listeriose, tuberculose, febre tifoide, campilobacteriose e difteria. Esses riscos surgem principalmente devido à contaminação do leite por microrganismos presentes no ambiente, nas fezes e até nas mãos dos trabalhadores envolvidos na produção, especialmente em locais com condições sanitárias inadequadas.

A equipe da FPI alerta que essas doenças são ainda mais perigosas para pessoas com imunidade baixa, como crianças, idosos, gestantes e pacientes com doenças crônicas. Além do impacto direto na saúde, a produção clandestina causa danos ao meio ambiente, contaminando recursos hídricos com efluentes e prejudicando a concorrência justa no mercado formal de laticínios.

Essa ação integra a rotina da Fiscalização Preventiva Integrada, que reúne órgãos como a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/AL), Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), com o objetivo de proteger a saúde pública e o meio ambiente em Alagoas.