6 de março de 2026

Rapper Oruam se entrega à polícia após ter prisão decretada pela Justiça do Rio

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POR REDAÇÃO COM TERRA

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, se apresentou voluntariamente à Polícia Civil do Rio de Janeiro na noite desta terça-feira, 22 de julho, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça. A decisão foi tomada em resposta a um episódio envolvendo o artista e agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que ocorreu na noite anterior, durante uma operação policial nas imediações da casa do cantor, localizada no bairro do Joá, zona oeste da capital fluminense.

Segundo a Polícia Civil, durante a operação, os agentes teriam recebido uma denúncia sobre a presença de um adolescente infrator no local. Ao abordarem o jovem, que estava acompanhado de outras pessoas, foi realizada sua apreensão, além da retenção de pertences como celular e cordão. Nesse momento, Oruam e outros indivíduos surgiram na varanda da residência e, conforme relatado pelos policiais, passaram a hostilizá-los com xingamentos e arremesso de pedras. Um dos presentes teria mencionado ser filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, numa tentativa de intimidação.

Após a confusão, alguns dos envolvidos fugiram do local. Um dos homens foi preso em flagrante e autuado por desacato, lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio e associação para o tráfico. A polícia também informou que, em menos de seis meses, esta foi a segunda vez em que um suposto integrante do Comando Vermelho foi encontrado na residência de Oruam. Por conta disso, o rapper também será investigado por associação ao tráfico de drogas, além dos crimes de desacato, resistência qualificada e dano ao patrimônio público.

Ainda na terça-feira, o artista publicou vídeos nas redes sociais afirmando que se entregaria às autoridades. Nas imagens, Oruam pediu desculpas aos fãs e declarou não ser criminoso. Em um dos trechos, ele relatou ter sido abordado com violência por agentes, alegando que teve uma arma apontada para o rosto e conseguiu escapar. Em outro vídeo, ele aparece dentro de um carro, dizendo estar no Complexo da Penha e desafiando os policiais a localizá-lo.

A prisão temporária foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e aceita pelo Tribunal de Justiça do Estado, em decisão da Vara do Plantão Judicial da Capital. Além de Oruam, também foi decretada a prisão de Pablo Ricardo da Silva de Morais, que teria sido preso em flagrante durante a mesma operação por envolvimento direto com os mesmos crimes.

O caso segue em investigação e deve reunir novos desdobramentos nos próximos dias. A defesa do rapper ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão ou as acusações.