5 de outubro de 2026

MPE reforça fiscalização nas eleições em Alagoas e apura denúncias de transporte ilegal de eleitores e propaganda irregular

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Operação reuniu dezenas de promotores e procuradores para combater práticas proibidas durante a votação; irregularidades foram registradas na capital e no interior do estado

POR REDAÇÃO

O Ministério Público Eleitoral (MPE) intensificou a atuação durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 em Alagoas para acompanhar possíveis violações à legislação eleitoral. Entre as ocorrências investigadas estão denúncias de transporte irregular de eleitores e o chamado “voo da madrugada”, prática que envolve o descarte de materiais de campanha nas proximidades dos locais de votação.

A força-tarefa mobilizada pelo órgão contou com 90 promotores eleitorais distribuídos pelos municípios do interior, cinco procuradores da República que atuam junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e mais de 20 servidores do Ministério Público Federal (MPF).

Uma das apurações abertas ocorreu em Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte alagoano, onde o MPE recebeu denúncia sobre possível transporte ilegal de eleitores. O caso passou a ser acompanhado pelas equipes de fiscalização.

Durante as ações de monitoramento, agentes do Ministério Público também identificaram irregularidades relacionadas ao descarte de materiais de campanha em áreas próximas às seções eleitorais. Em Maceió, foram encontrados registros nos bairros Ponta Verde, Pajuçara, Poço, Santa Amélia, Petrópolis e Santa Lúcia, além de ocorrências em municípios do interior.

Além da fiscalização contra o derramamento de santinhos, o MPE realizou apreensões de materiais considerados irregulares, como estruturas de propaganda, veículos adaptados com publicidade semelhante a outdoors e carros de som utilizados para divulgação de jingles durante o período proibido.

As ações ocorreram em Maceió e também em cidades como Paripueira, Viçosa, Delmiro Gouveia, Jequiá da Praia, Pilar e Quebrangulo.

As equipes do Ministério Público permaneceram nos locais de votação para orientar eleitores e mesários sobre as regras previstas na legislação eleitoral, com atenção especial ao sigilo do voto e ao acesso à cabine de votação.

Em uma unidade de ensino da capital, agentes do órgão intervieram após uma eleitora tentar entrar na cabine acompanhada do neto, alegando necessidade de apoio por conta de ansiedade. O MPE reforçou que a entrada de acompanhantes durante a votação só é permitida nas situações autorizadas pela legislação.

A fiscalização faz parte das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral e pelos órgãos de controle para garantir a regularidade do processo de votação em Alagoas.