29 de abril de 2026

Acusações sobre suposta proteção a foragido de estupro provocam confronto político em Alagoas

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Por Redação / Foto: Divulgação

A fuga de Victor Bruno da Silva Santos, de 18 anos, conhecido como “Vitinho”, suspeito de envolvimento em um caso de estupro, agressão e tentativa de homicídio contra uma jovem em Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas, gerou uma forte troca de acusações públicas entre o deputado estadual Antônio Albuquerque e a advogada Júlia Nunes.

O caso, ocorrido em dezembro de 2024, segue sob investigação da Justiça. O acusado teve a prisão preventiva decretada, mas permanece foragido desde março de 2025, segundo informações do processo.

A controvérsia ganhou repercussão após declarações da advogada em janeiro deste ano, quando ela afirmou, em manifestações públicas, que o suspeito poderia estar escondido em uma área ligada a um político alagoano. A declaração provocou ampla repercussão e passou a ser discutida no meio político e jurídico do estado.

Durante sessão na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28), o deputado Antônio Albuquerque se pronunciou sobre o caso e criticou o que classificou como insinuações sem identificação direta de nomes. O parlamentar afirmou que esse tipo de fala gera interpretações generalizadas e atinge a imagem de pessoas sem comprovação.

Segundo ele, acusações feitas em redes sociais e em declarações públicas precisam ser tratadas com responsabilidade, especialmente quando envolvem instituições e autoridades.

Em resposta, a advogada Júlia Nunes utilizou suas redes sociais para rebater as declarações do deputado. Ela negou qualquer intenção de ataque pessoal e afirmou que suas falas estão baseadas em informações recebidas ao longo da apuração do caso.

A advogada também reagiu a críticas direcionadas à sua atuação profissional e afirmou que não irá se intimidar. Segundo ela, sua atuação é voltada à defesa de vítimas de violência e segue os parâmetros legais e processuais.

O caso segue em tramitação no Judiciário, com diligências em andamento para localizar o suspeito e andamento das fases processuais.

Entenda o caso

O crime ocorreu após uma confraternização escolar em dezembro de 2024. De acordo com a investigação, a vítima, Maria Daniela Ferreira Alves, então com 19 anos, teria sido dopada, agredida, estuprada e asfixiada.

Ela ficou internada em estado grave, chegou a permanecer em coma e atualmente convive com sequelas neurológicas decorrentes das agressões.

Victor Bruno da Silva Santos é apontado como principal suspeito e responde ao processo como foragido da Justiça. Mesmo sem sua prisão, o caso segue avançando com oitivas de testemunhas e análise de provas.

O episódio voltou a ganhar destaque em 2026 após novas reportagens e questionamentos sobre possíveis conexões e desdobramentos da investigação.