23 de abril de 2026

Sem data para julgamento, família pressiona por júri de acusado de matar empresário no Francês

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Por Redação / Foto: Divulgação

Mais de três anos após o assassinato do empresário italiano Fabio Campagnola, familiares voltaram a público nesta terça-feira (21) para cobrar a realização do júri popular do policial militar aposentado José Pereira da Costa, apontado como autor do crime.

Segundo o advogado da família, Marcelo Medeiros, o processo já superou todas as etapas judiciais, com a rejeição dos recursos apresentados pela defesa. Com isso, o caso estaria pronto para julgamento, restando apenas a definição da data pelo Tribunal do Júri da comarca de Marechal Deodoro.

A cobrança, de acordo com a defesa dos familiares, é por celeridade. A demora na marcação do júri, afirmam, prolonga o sofrimento e impede que o caso tenha um desfecho definitivo. “Não há mais recursos pendentes. O processo depende exclusivamente da pauta do julgamento”, reforçou o advogado.

O crime ocorreu no dia 3 de janeiro de 2023, na Praia do Francês. Fabio Campagnola, proprietário de uma sorveteria na região, foi morto a tiros após um desentendimento com o acusado. A discussão teria sido motivada pela instalação de um carrinho de churros em frente ao estabelecimento.

O policial aposentado responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima. A tese de legítima defesa apresentada ao longo do processo foi rejeitada pela Justiça.

Agora, a expectativa da família é de que o Judiciário marque o júri popular nos próximos meses, permitindo que o caso seja finalmente analisado pelos jurados e tenha uma conclusão.