9 de março de 2026

Filho de Ali Khamenei é anunciado como novo líder supremo do Irã

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Por Redação com Metrópoles/ Foto: Divulgação

O Irã anunciou neste domingo (8) a escolha do religioso Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país. Ele é filho do aiatolá Ali Khamenei, que ocupou o cargo por mais de três décadas e morreu recentemente. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana após decisão da Assembleia de Peritos, órgão responsável por escolher o principal líder político e religioso da República Islâmica.

De acordo com integrantes da assembleia, a escolha ocorreu por maioria de votos entre os membros do colegiado, formado por 88 líderes religiosos. O grupo é responsável por eleger e supervisionar o líder supremo desde a Revolução Islâmica de 1979.

Durante pronunciamento divulgado pela televisão estatal, o membro da assembleia Eshkevari Hosseinali afirmou que a decisão representa a continuidade da liderança estabelecida após a revolução iraniana e destacou que o país seguirá mantendo o legado político e religioso construído ao longo das últimas décadas.

Mojtaba Khamenei é um clérigo xiita que, por muitos anos, ocupou posição intermediária dentro da hierarquia religiosa do Irã. No sistema religioso xiita, os clérigos são classificados de acordo com sua formação teológica e influência. Antes de receber o título de aiatolá, ele era considerado um religioso com formação acadêmica na área, mas ainda fora do grupo mais elevado de autoridades religiosas.

Apesar disso, Mojtaba ganhou influência política ao longo dos anos, especialmente por sua proximidade com a Guarda Revolucionária Islâmica, considerada uma das instituições militares e políticas mais poderosas do país.

Morte do líder anterior

O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, era a principal autoridade do Irã, concentrando poder político, religioso e militar. Ele atuava como chefe de Estado e comandante das Forças Armadas, além de ter a palavra final sobre as principais decisões do governo.

Khamenei morreu em 28 de fevereiro, durante ataques militares conduzidos por Israel e Estados Unidos contra alvos no território iraniano. Após a morte do líder, o governo do país decretou 40 dias de luto nacional e estabeleceu uma série de feriados em homenagem ao dirigente.