6 de março de 2026

Vereador aponta possível discriminação contra estudante em escola indígena de Palmeira dos Índios

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Por Redação

O vereador Lúcio Carlos Medeiros tornou pública uma denúncia envolvendo a Escola Estadual Indígena Balbino Ferreira, situada na aldeia Serra do Amaro, em Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano. De acordo com o parlamentar, uma estudante não indígena teria sido afastada da unidade de ensino por motivos que estariam ligados à posição política de seu pai.

Segundo o vereador, a criança, identificada como Vitória, foi orientada a não continuar frequentando a escola. Ele afirma que a decisão estaria relacionada ao fato de o pai da aluna ser agricultor e participar ativamente de um movimento contrário à demarcação de terras na região. Para Lúcio Medeiros, a situação caracteriza perseguição e extrapola qualquer critério pedagógico ou administrativo.

O parlamentar relatou ainda que teve acesso a mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp da comunidade, nas quais o pai da estudante teria se manifestado no sentido de que a participação dos filhos em uma escola indígena não deveria impedir o envolvimento das famílias em debates e movimentos sobre a questão fundiária.

Diante do caso, o vereador informou que irá formalizar representações junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, ao Conselho Tutelar, à Secretaria Municipal de Educação e à 3ª Gerência Regional de Educação. Segundo ele, a prioridade é buscar uma solução administrativa que assegure o retorno imediato da estudante às atividades escolares.

Lúcio Medeiros defendeu ainda que a criança receba acompanhamento psicopedagógico e que a escola elabore relatórios detalhados sobre a situação, com encaminhamento aos órgãos competentes. Para o vereador, a estudante não pode ser prejudicada academicamente por questões alheias ao ambiente escolar.

O parlamentar também cobrou da gestão da escola ações que estimulem a convivência e o respeito entre os alunos, evitando práticas que possam gerar divisão ou exclusão. Ele afirmou que outras situações semelhantes estão sendo analisadas e que o mandato permanece aberto para receber denúncias de famílias indígenas e não indígenas.

Até a última atualização desta matéria, a direção da Escola Estadual Indígena Balbino Ferreira, a Secretaria de Educação e os demais órgãos mencionados não haviam se manifestado oficialmente sobre as acusações.