6 de março de 2026

Empresas aéreas estudam adotar assentos verticais para manter voos de baixo custo

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Por Redação / Foto: Reprodução

Companhias aéreas de baixo custo na Europa voltaram a avaliar a adoção de assentos ultracompactos, em formato vertical, que deixariam passageiros praticamente em pé durante todo o trajeto. A ideia, que surge de tempos em tempos no setor, reapareceu em discussões internacionais e reacendeu o debate sobre até onde as empresas podem ir para reduzir despesas e ampliar a capacidade das aeronaves.

O modelo em estudo é inspirado no Skyrider 2.0, desenvolvido pela italiana Aviointeriors. O assento, semelhante a um banco estreito, ocupa menos espaço que uma poltrona convencional e permitiria aumentar em até 20% o número de passageiros por voo. A estrutura leve também reduziria o consumo de combustível, algo essencial para companhias que operam com margens apertadas.

Defensores afirmam que o novo formato seria aplicado apenas em rotas curtas, com duração de até duas horas, garantindo tarifas mais competitivas aos viajantes. Para eles, a experiência não seria tão diferente do que já ocorre em ônibus e metrôs lotados: menos conforto, mas preços mais baixos.

A ideia, no entanto, provoca forte resistência entre passageiros. Usuários nas redes sociais criticam o desconforto, a falta de espaço e o risco de impactos à saúde, além de dúvidas sobre segurança em turbulências e emergências. Segundo muitos consumidores, reduções no conforto raramente se traduzem em queda real no valor das passagens.

A fabricante garante que o projeto respeita normas internacionais e só seria adotado em situações específicas. Mesmo assim, permanece a grande questão: até que ponto os viajantes aceitariam abrir mão do conforto para pagar menos?

Se receber sinal verde das autoridades, o modelo pode começar a ser testado em 2026 — e promete dividir ainda mais as opiniões sobre o futuro do transporte aéreo de baixo custo.