Deputado denuncia descaso do Governo com a saúde pública e cobra tomógrafo para a UEA de Arapiraca
Por Redação / Foto: Divulgação
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (21), o deputado estadual Antonio Albuquerque (Republicanos) fez um duro pronunciamento na Assembleia Legislativa de Alagoas ao cobrar do Governo do Estado providências urgentes para a Unidade de Emergência do Agreste (UEA), em Arapiraca. O parlamentar denunciou que o hospital, referência no atendimento a vítimas de traumas e acidentes, segue sem tomógrafo em funcionamento há meses — uma falha grave que, segundo ele, tem colocado vidas em risco diariamente.
“É indispensável que o Governo volte suas atenções para aquela unidade, que há muito padece pela ausência desse equipamento”, afirmou Albuquerque. O deputado destacou que médicos e servidores vivem em “verdadeira ansiedade” ao receber pacientes em estado grave, por não terem como realizar exames de imagem básicos. “O tomógrafo está paralisado há muito tempo. Não são dias, nem meses”, alertou.
Em tom crítico, o parlamentar relatou que já viveu na pele o problema. “Sofri um acidente automobilístico há alguns anos e, após uma pancada na cabeça, precisei ser removido para o Pronto Trauma, porque em Arapiraca não havia o exame disponível”, contou. Albuquerque também lembrou que seu filho, o ex-deputado federal Nivaldo Albuquerque, chegou a destinar R$ 22 milhões para o fortalecimento do sistema de trauma da unidade, mas o valor acabou sendo devolvido ao Ministério da Saúde durante o governo de Renan Filho, por falta de aplicação.
Para o deputado, a situação é um retrato claro do abandono da saúde pública no interior do Estado. “Tenho relatos de pacientes que morreram por falta do equipamento. Se quisesse fazer oposição apenas, já teria exposto as fotos e os testemunhos que recebo de profissionais de saúde”, afirmou, cobrando uma postura mais responsável do Executivo estadual.
Antonio Albuquerque encerrou o discurso pedindo sensibilidade ao governador Paulo Dantas e à Secretaria de Estado da Saúde. “Não é apenas o Agreste que sofre. Toda a população do interior depende daquela unidade, que já salvou milhares de vidas, mas hoje agoniza pela omissão do próprio governo”, concluiu.
O pronunciamento reacende a crítica sobre a falta de estrutura nos hospitais regionais e o contraste entre o volume de investimentos anunciados pelo governo e a realidade enfrentada por quem depende do SUS no interior alagoano, onde equipamentos quebrados e promessas não cumpridas continuam comprometendo o atendimento de emergência.
