7 de março de 2026

Lula nomeia Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

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Por Redação com G1 / Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (20) a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais.

A decisão foi comunicada ao parlamentar durante uma reunião no Palácio do Planalto que durou cerca de uma hora e meia. Boulos assume o cargo no lugar do ex-deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que ocupava a pasta desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

Após o anúncio, Lula publicou uma foto ao lado de Boulos e Macêdo. Com a nomeação, a expectativa é que Boulos abra mão da reeleição como deputado federal, permanecendo no ministério durante o período eleitoral. A legislação determina que, em março de 2026, ministros que desejam concorrer a cargos eletivos devem deixar seus postos.

A Secretaria-Geral é uma das cinco pastas localizadas no Palácio do Planalto, garantindo proximidade direta com o presidente. A entrada de Boulos no ministério abre espaço para o PSOL no governo e reduz a cota de ministérios controlada pelo PT.

Boulos, de 42 anos, é uma das principais lideranças da esquerda no país e destaque eleitoral do PSOL. Natural de São Paulo, é formado em Filosofia, mestre em Psiquiatria, professor e psicanalista. Ele foi candidato à Presidência em 2018 e disputou a prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024, sem sucesso. Em 2022, foi o deputado federal mais votado em São Paulo, com cerca de 1 milhão de votos.

Conhecido por sua atuação no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos tem como bandeiras políticas a reforma urbana e a ampliação da oferta de moradias populares.

Márcio Macêdo permaneceu dois anos e nove meses à frente da Secretaria-Geral, dedicando-se à articulação com movimentos sociais. Em 2023, coordenou o G20 Social no Rio de Janeiro, evento preparatório para a cúpula do grupo das maiores economias do mundo. Durante seu mandato, Macêdo enfrentou críticas, incluindo reclamações públicas de Lula em 2024 sobre o baixo quórum de um evento do Dia do Trabalhador em São Paulo, organizado por centrais sindicais.