6 de março de 2026

TV Asa Branca estreia em Alagoas com falhas e decepciona telespectadores

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Por Redação /Foto: Reprodução

A chegada da TV Asa Branca como nova afiliada da Globo em Alagoas, nesta segunda-feira (6), gerou insatisfação entre os telespectadores. Mesmo após mais de uma semana de preparação desde o início da parceria, a emissora ainda enfrenta dificuldades para firmar sua presença no estado. O principal problema foi a falta de transmissão pela Globoplay, que continuou exibindo o noticiário paulista, deixando o público alagoano sem acesso à nova programação local.

Em cidades como Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia, o novo telejornal AB2 pôde ser acompanhado pelos canais digitais 28.1, 15.1 e 14.1. No entanto, quem depende do streaming ficou sem assistir à estreia, o que causou surpresa e frustração entre os espectadores que esperavam acompanhar o conteúdo local. Apesar disso, a emissora escalou profissionais conhecidos do público de Alagoas, como Nathália Lopes, Henrique Pereira, Thiffanne Barboza e Lucas Malafaia, para compor a equipe do telejornal.

Outro ponto criticado foi a falta de comunicação voltada ao novo público. Nas redes sociais, os perfis da Asa Branca seguem com postagens voltadas à região de Caruaru, sem destaque para a nova operação em Alagoas. A mudança, que vinha sendo planejada desde o ano passado, acabou sendo executada de forma apressada, deixando lacunas na integração e no alcance da emissora.

Enquanto a Asa Branca tenta se adaptar, a TV Gazeta de Alagoas aposta em fortalecer sua identidade regional. Após o fim da parceria com a Globo, a emissora lançou uma nova programação jornalística, manteve seus principais programas e investiu na transmissão simultânea pelo YouTube. A estratégia gerou bons resultados e ampliou o engajamento digital, reforçando a imagem da Gazeta como uma emissora próxima do público local.

Por ora, a disputa pela audiência segue aberta, mas o início conturbado da Asa Branca mostra que conquistar o público alagoano exigirá mais que a força da marca Globo — será preciso criar vínculos reais com quem acompanha a TV no estado.