6 de março de 2026

Polícia Civil conclui que não houve estupro coletivo em Quebrangulo

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POR REDAÇÃO COM AGÊNCIA

A Polícia Civil de Alagoas finalizou a investigação sobre a denúncia de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos no município de Quebrangulo, no Agreste do Estado. Após 15 dias de apuração, os delegados responsáveis pelo caso, Marcos Silveira e Igor Diego, concluíram que o crime não aconteceu.

Segundo os investigadores, depoimentos contraditórios da jovem, aliados a imagens e testemunhos colhidos durante a investigação, não confirmaram a ocorrência de violência sexual. “Foi necessário ouvir novamente todos os envolvidos. Houve divergência nos relatos da adolescente e de testemunhas, o que exigiu um aprofundamento na apuração”, explicou o delegado Marcos Silveira.

O delegado Igor Diego destacou que a análise dos depoimentos, confrontada com outros elementos de prova, apontou que a adolescente manteve relações sexuais consentidas com alguns dos rapazes. “Não houve uso de violência nem ameaça grave. Por isso, não se configura estupro”, afirmou. A hipótese de estupro de vulnerável também foi descartada, já que não se comprovou que a adolescente estivesse sob efeito de álcool ou qualquer outra substância a ponto de impedir o consentimento.

Apesar do afastamento da acusação de estupro, o inquérito identificou outras infrações. Um dos rapazes gravou imagens da relação sexual com a jovem e compartilhou o conteúdo nas redes sociais. A conduta infringe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e será devidamente responsabilizada. Outros jovens também serão investigados por distribuir o vídeo ilegalmente.

Além disso, um dos envolvidos responderá por vias de fato após agredir a adolescente com um tapa durante uma discussão registrada nos desdobramentos do caso. A Polícia também avalia a possibilidade de indiciar a jovem por denunciação caluniosa, caso fique provado que ela apresentou os fatos de forma intencionalmente falsa.

“Nosso compromisso é com a verdade. Proteger as vítimas é uma prioridade, mas isso não pode significar acusar injustamente quem não cometeu crime algum”, concluiu o delegado Igor Diego.