Ministério Público Eleitoral pede cassação de chapa do PDT em Maceió por fraude na cota de gênero
POR RAFAELA TENÓRIO
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou, no último sábado (16), um parecer solicitando a cassação da chapa proporcional do PDT em Maceió, devido a uma suposta fraude na cota de gênero durante as eleições municipais de 2024. Caso a Justiça Eleitoral acolha o pedido, o vereador Aldo Loureiro (PDT) poderá perder seu mandato, que seria assumido por João Catunda (PP).
No documento, o promotor responsável apontou a existência de indícios suficientes para comprovar a irregularidade, ressaltando a necessidade de garantir a transparência e a legitimidade do processo eleitoral. Além da cassação da chapa, o MPE também requer a inelegibilidade por oito anos de quatro candidatas que teriam participado da fraude: Francisca Ferreira de Araújo, Maria Letícia da Silva Ribeiro Mendonça, Larissa Bernardes do Monte e Mônica Elias Vasconcellos da Silva.
É importante destacar que o Ministério Público Eleitoral atua como fiscalizador e não possui poder decisório; a decisão final caberá à Justiça Eleitoral. Em resposta ao caso, o PDT de Alagoas divulgou nota, reafirmando confiança na Justiça e denunciando a disseminação de notícias falsas, classificadas pelo partido como estratégia da extrema-direita baseada em desinformação e discurso de ódio. O diretório estadual afirmou que seguirá firme no legado de Leonel Brizola, combatendo mentiras e defendendo a democracia e a soberania popular.
