7 de março de 2026

Oito pessoas são condenadas por fraude de R$ 108 milhões em Alagoas na Operação Senhor do Sol

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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) anunciou nesta quinta-feira, 7 de agosto, a condenação de oito pessoas envolvidas em um esquema de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro que resultou em um prejuízo superior a 108 milhões de reais aos cofres públicos. As investigações fazem parte da Operação Senhor do Sol, deflagrada em dezembro de 2019 na cidade de Arapiraca, no agreste alagoano.

As penas somadas ultrapassam 59 anos de reclusão. O principal acusado, apontado como líder da organização criminosa, foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.

De acordo com o MPAL, o grupo operava por meio de 58 empresas dos ramos de atacado de alimentos e transporte, que eram utilizadas para executar fraudes fiscais em larga escala. Muitas dessas empresas estavam registradas em nomes de terceiros, incluindo familiares, pessoas falecidas, menores de idade e até identidades falsas, com o objetivo de ocultar os verdadeiros responsáveis e dificultar a fiscalização.

O esquema envolvia o cancelamento fraudulento de documentos fiscais, a omissão no pagamento do ICMS por substituição tributária e o uso irregular de benefícios fiscais voltados ao setor atacadista. As ações configuram os crimes de organização criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de capitais e fraude processual.

Durante a operação, foram cumpridos mais de 150 mandados de busca, apreensão e prisão. As autoridades apreenderam cerca de 800 mil reais em dinheiro e cheques, além de veículos, celulares, computadores e documentos que comprovaram os crimes. Também foram encontradas três toneladas de alimentos e materiais de limpeza, que foram doados a instituições que atendem crianças, idosos, pessoas com deficiência e dependentes químicos em tratamento.

O nome da operação faz referência à Rua do Sol, em Arapiraca, local conhecido como centro comercial atacadista da cidade, onde o líder do grupo iniciou suas atividades empresariais. O MPAL destacou que essa foi uma das maiores ações já realizadas no estado no combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro, reforçando o compromisso da instituição com a proteção do patrimônio público.

POR REDAÇÃO / RAFAELA TENÓRIO