6 de março de 2026

STJ nega pedido de Bruno Henrique para anular investigação sobre manipulação de apostas

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POIR REDAÇÃO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta terça-feira (22), o pedido da defesa do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, que tentava anular a investigação sobre a suposta participação do jogador em um esquema de manipulação de apostas esportivas.

A defesa alegava que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal, e não pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). No entanto, o ministro Joel Ilan Paciornik negou o habeas corpus apresentado, argumentando que o recurso não é adequado para contestar esse tipo de questão processual.

“O habeas corpus não é cabível para reexame de prova ou para questões que não afetam diretamente a liberdade de locomoção, como a definição de competência sem reflexo no direito de ir e vir”, destacou o ministro na decisão.

Jogador foi denunciado pelo MPDFT

Em junho deste ano, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia formal contra Bruno Henrique. O atacante é acusado de ter forçado a aplicação de um cartão amarelo durante a partida entre Flamengo e Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, realizada em Brasília.

Segundo as investigações, a atitude teria como objetivo beneficiar pessoas próximas ao jogador — incluindo amigos e familiares — que teriam feito apostas prevendo a punição.

Operação conjunta da PF e dos MPs

A investigação contra o jogador é parte de uma operação conduzida pela Polícia Federal em parceria com o MP do Rio de Janeiro (MPRJ) e o MPDFT. No ano passado, a ação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão.

Além de Bruno Henrique, outras pessoas envolvidas com o atleta também foram denunciadas, incluindo parentes e amigos suspeitos de participação no esquema.