PC e MP dispõem de fortes indícios que apontam que jovem, vítima de abuso sexual, foi violentada e dopada

Durante um vídeo divulgado na tarde desta quarta-feira (02) pela assessoria de impresan da SSP/AL, o Chefe de Operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios (5ª DRP), Diogo Martins, destacou algumas informações importantes a respeito do caso que envolve a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, 19 anos, que ficou acamada com graves problemas neurológicos após ser vítima de um crime de estupro em uma chácara localizada no Povoado Poção, zona rural de Coité do Nóia, município do Agreste alagoano.
De acordo com o policial, o laudo toxicológico da vítima chegou ao conhecimento da Polícia Civil confirmando que foram encontradas diferentes substâncias no sangue de Daniela, como por exemplo, prometazina (utilizada também como sedativo pré-anestésico), haloperidol (medicamento antipsicótico que pode ser usado para tratar transtornos psíquicos), diazepan (indicado para alívio sintomático da ansiedade e tensão) e fenitoína (em geral, destinado ao tratamento de crises convulsivas).
A localização dessas substâncias no sangue da vítima aponta fortes indícios de que Daniela, muito provavelmete, tenha sido dopada para a execução do crime de abuso sexual, ocorrido no dia 6 de dezembro em uma chácara do pai da vítima.
Nesta terça-feira (01) quando o caso foi divulgado, o 7Segundos informou a existência de um relatório elaborado pelo Ministério Público Estadual (MPAL), que aponta fortes indícios de que a vítima teria sido dopada e violentada, pois a foi constado a presença de sangue em sua genitália quando a mesma foi levada para uma unidade de saúde de Coite do Nóia, antes de ser transportada para oHospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, onde pasou 19 dias internada, segundo o pai da vítima.
Relatório sobre o caso elaborado pela Promotoria de Justiça de Taquarana que o 7Segundos teve acesso. Foto: reprodução
No mesmo documento, consta a informação de que exames médicos indicam que a vítima apresentava múltiplos hematomas pelo corpo, sinais de trauma físico e privação de respiração, o que resultou em comprometimento cerebral.
Ainda segundo o MP, o suspeito, que estudava na mesma escola de daniela, demonstrou interesse na vítima e ambos começaram a construir uma amizade com a troca, inclsive de contatos via whatsapp.
A Polícia Civil informou ainda que o pedido de prisão preventiva contra o suspeito, identificado com Victor, de 18 anos, foi remetido à justiça e deferido pelo Poder Judiciário.
Ainda segundo a PC/AL, Victor encontra-se na condição de foragido e a polícia segue em diligências para tentar localizá-lo e prendê-lo.
Suspeito
O pai do jovem apontato como suspeito do crime divulgou um vídeo nas redes sociais ao lado do filho, negando que Victor tenha praticado quarlquer tipo de violência contra Maria Daniela, afirmando ainda que a relação entre os dois já existia.
POR 7 SEGUNDOS