Mineração Vale Verde conclui venda para grupo Chinês, mas enfrenta controvérsias relacionadas a rachaduras nas casas de Craíbas

POR REDAÇÃO
Na manhã desta quarta-feira (2), a Mineração Vale Verde (MVV) anunciou a conclusão da venda de sua planta localizada em Craíbas para o grupo chinês Baiyin Nonferrous, também conhecido como BNMC. O negócio ocorre em meio a sérias controvérsias, uma vez que a mineradora tem sido alvo de diversas denúncias relacionadas ao impacto de suas atividades nas residências da cidade. Moradores de Craíbas relatam rachaduras nas casas, supostamente causadas pelas explosões e atividades de mineração, o que tem gerado grande insatisfação e medo na comunidade local.
As rachaduras nas casas de Craíbas, que começaram a ser mais evidentes após o início das operações da MVV, geraram protestos e ações judiciais movidas contra a mineradora, buscando reparação pelos danos estruturais. Esses danos afetaram muitas famílias, que afirmam que suas casas ficaram comprometidas, com rachaduras nas paredes e até em fundações. O impacto ambiental e social das atividades da MVV, incluindo o medo das populações locais, foi abordado de forma destacada por diversos veículos de comunicação, sendo um dos primeiros a denunciar a situação o Jornal de Arapiraca, que trouxe à tona as queixas da comunidade e começou a questionar as práticas da mineradora.
Em relação à venda da planta, a MVV informou que o período de transição entre os gestores atual e o novo comprador, Baiyin Nonferrous, ocorrerá ao longo dos próximos seis meses. A mineradora ressaltou que esse processo envolve o repasse de informações essenciais para a continuidade dos negócios. “Esse movimento já era esperado, dado que a MVV fazia parte de um grupo de empresas geridas por um fundo de investimento. Reafirmamos nosso compromisso com nossos parceiros de negócios, as comunidades e o meio ambiente”, afirmou a MVV, sem, no entanto, se pronunciar oficialmente sobre os processos judiciais relacionados aos danos causados às residências.
A situação envolvendo os danos causados pela mineração em Craíbas continua sendo uma preocupação para os moradores e autoridades locais. A MVV agora deixa o controle da planta nas mãos do Baiyin Nonferrous, o maior fornecedor de cobre da China, listado na bolsa de valores de Xangai. A expectativa é que o novo grupo comprador assuma a responsabilidade pelos danos causados e busque soluções para mitigar os impactos na comunidade, enquanto dá continuidade às operações da planta, iniciada pela mineradora em 2018.