Família de jovem dopada e estuprada em chácara durante festa cobra por justiça

Uma família de Taquarana, no Agreste de Alagoas, há quatro meses lutam por justiça, desde que uma jovem identificada como Daniela, sofreu graves consequências neurológicas após ser vítima de um estupro em uma chácara, no povoado Poção, em Arapiraca, na mesma região.
Os parentes da vítima seguem revoltados com a situação e acima de tudo a lentidão da Justiça. O pai de Daniela decidiu expor o caso nas redes sociais. O homem implora que os responsáveis sejam punidos.
De acordo com a denúncia, a jovem teria ido para uma festa em chácara, no Povoado Poção, e lá, foi violentada, drogada e agredida pelo dono do local.
O Ministério Público Estadual (MP/AL), informou que exames médicos indicaram que a vítima apresentava múltiplos hematomas pelo corpo, sinais de trauma físico e privação de respiração, o que resultou em comprometimento cerebral.
Já o laudo toxicológico revelou a presença de substâncias como diazepam, feniotína, haloperidol, nordiazepam e prometazina no organismo da vítima. Conforme a perícia, a prometazina possui propriedades sedativas e pode ser utilizada como droga facilitadora para crimes de natureza sexual.
O suspeito do crime teria se aproveitado da vítima que estava inconsciente com o efeito dessas substâncias o que fez ela ficar incapaz de oferecer algum tipo de resistência, para manter relações sexuais com ela.
Ainda conforme o relatório do MP/AL, o suspeito conhecia a vítima, pois estudava com ela. O acusado começou a demonstrar interesse na jovem e, no final de 2024, passaram a trocar mensagens por meio do aplicativo WhatsApp. No dia do crime, ele teria usado essa proximidade para consumar o abuso.
Devido a gravidade do caso, o pai de Daniela pede justiça e cobra uma resposta das autoridades.
O pai do suspeito também gravou um vídeo, onde alegava que a jovem convidou o filho para a chácara e eles já trocavam mensagens. Ele alega que ela não foi obrigada a nada.
Os internautas e a população de Taquarana seguem revoltados e clamam por justiça e atenção das autoridades para este caso.
Um dos comentários destaca: “Não importa se ela chamou ele, mas é agressão e tem que ser punido sim”, disse um internauta.
“O pai sair em defesa do filho é fácil. Não foi filha dele. Justiça por Daniela”, pontou outra pessoa.
A jovem permaneceu por meses internada no Hospital de Emergência do Agreste. Segundo o pai, a vítima ainda não consegue ‘tomar banho sozinha nem comer com as próprias mãos’. A polícia segue investigando o caso.
POR TRIBUNA HOJE